sábado, 2 de junho de 2012

Ombro x Pilates - Parte 1 Anatomia

Olá, nesse último mês atendemos alguns alunos/pacientes com queixas de dores nos ombros, são alunos com patologias diferentes. Pensando neles, para ajudá-los a entenderem melhor sua condição vou postar uma série de posts sobre o ombro. E para que os leitores do blog e para aqueles que buscam tratamento possam entender melhor sua patologia e entender como o Pilates pode ajudar. Vamos começar pela anatomia!



Acima uma figura, encontrada em atlas de anatomia e abaixo um vídeo para ilustrar melhor, pena que não é em português!!





As estruturas importantes do ombro podem ser divididas em várias categorias:
·         ossos e articulações
·         ligamentos e tendões
·         músculos
·         nervos
·         vasos sanguíneos
·         bursa



Ossos e Articulações

Os ossos do ombro são o úmero (osso do braço), a escápula (omoplata ou "paleta˜) e a clavícula

O "teto" do ombro é formado por uma parte da escápula em formato de "dragona" chamado acrômio.No ombro existem quatro articulações verdadeiras. A articulação principal do ombro é chamada de articulação glenoumeral, formada pela cabeça do úmero em forma de "bola" que se encaixa em um "soquete" raso chamado de glenóide.




articulação acromioclavicular é o encontro da clavícula com o acrômio. A articulação esternoclavicular suporta a ligação do membro superior (braços e ombro) com o esqueleto axial na parte da frente do tórax.

Uma "falsa" articulação chamada articulação escapulotorácica é formada quando o ombro (escápula) desliza em lâmina contra parte posterior do tórax (costelas). Este conjunto é importante porque exige que os músculos que rodeiam a escápula trabalhem juntos para manter os movimentos do ombro.



 .A cartilagem articular é o material que cobre as extremidades dos ossos de uma articulação e é muito importante nas grandes articulações que suportam peso. A cartilagem articular é branca e brilhante e tem uma consistência que lembra muito a parte branca de dentro de um coco verde. É escorregadia, e permite as superfícies articulares deslizarem umas contra as outras sem causar qualquer dano ou atrito. Outras funções da cartilagem articular incluem absorver impactos e proporcionar uma superfície extremamente lisa para prover o movimento.  Nós temos cartilagem articular, essencialmente, em todos os lugares em que duas superfícies ósseas movem-se  uma contra a outra. No ombro, a cartilagem articular abrange a cabeça do úmero e a área do encaixe com a glenóide da escápula.

Ligamentos e tendões

Existem vários ligamentos importantes no ombro. Os ligamentos são estruturas moles que ligam (estabilizam) ossos aos ossos. A cápsula articular é uma bolsa elástica que envolve um conjunto articular.  No ombro, a cápsula articular é formada por um grupo de ligamentos que ligam o úmero à glenóide. Estes ligamentos são a principal fonte de estabilidade para o ombro. Eles ajudam a segurar o ombro no lugar e evitar o seu deslocamento (luxação). Pacientes que apresentam lesões ligamentares ou nascem com a cápsula articular e ligamentos mais frouxos podem desenvolver sintomas de instabilidade.
Tendões são parecidos com os ligamentos, mas são responsáveis por conectar os músculos aos ossos. Os músculos movimentam os ossos puxando os tendões.


Músculos

O famoso Manguito rotador é um grupo muscular formado por quatro músculos, o músculo Supra-espinhoso, o  Infra-espinhoso, Redondo menor e Sudescapular, eles tem como função principal manter a cabeça do úmero na cavidade glenóide quando o úmero se movimenta garantindo a estabilização da articulação do ombro. 
E para uma atuação do membro superior com força e destreza é necessário que a escápula possua uma boa estabilização contra o tronco, essa estabilização é feita basicamente pelos músculos: trapézio, rombóides, elevador de escápula e serrátil anterior, estes todo tempo estão contrapondo à ação da gravidade.

 Nervos
Todos os nervos que percorrem o braço e ombro passam pela axila e sob a articulação do ombro. Três principais nervos correm juntos no ombro: o nervo radial, o nervo ulnar e nervo mediano. Esses nervos transportam os sinais do cérebro para os músculos que movem o braço. Os nervos carregam também sinais de volta para o cérebro sobre as sensações como tato, dor e temperatura.


Vasos sanguíneos
Viajando junto com os nervos estão os grandes vasos sanguíneos que abastecem o braço com o sangue e nutrientes. O ombro apresenta um rico suprimento sanguíneo.


Bursas
Imprensada entre o manguito rotador e a camada exterior do ombro estão as volumosas estruturas conhecidas como bursas. Bursas estão por toda parte no corpo. Elas são encontradas em qualquer lugar do corpo onde duas estruturas movem-se com contato uma com a outra e são importantes mecanismos para reduzir o atrito entre estas estruturas. A bursa nada mais é do que uma bolsa entre duas superfícies móveis que contém uma pequena quantidade de fluido lubrificante.





Movimentos realizados pelo ombro

Flexão – esse movimento é realizado pelos músculos deltóide (parte clavicular), coracobraquial, bíceps braquial (cabeça longa), e peitoral maior (parte clavicular), este tendo ação como flexor até 60º. A flexão do ombro alcança uma amplitude de movimento de 180º, para isso, além desses músculos conta com o ritmo escapuloumeral, que entra em ação a partir dos 30º, que é a rotação para cima da escápula em 1º para cada 2º de flexão, através dos músculos escapulotorácicos trapézio (fibras superiores e inferiores) e serrátil anterior (fibras inferiores).

Extensão – esse movimento é realizado pelos músculos deltóide (parte espinhal), latíssimo do dorso, redondo maior, tríceps braquial (cabeça longa), peitoral maior (parte esternal), este tendo ação quando o braço estiver a 90º, a extensão é descrita como o retorno à posição anatômica, correspondendo a 0º.

Hiperextensão – esse movimento é realizado pelos músculos latíssimo do dorso e deltóide (parte espinhal), a partir da posição anatômica é possível alcançar 45º.

Abdução – esse movimento é realizado pelos músculos supra-espinhoso e deltóide, sendo que nos primeiros 90º o supra-espinhoso tem um maior torque, a partir de 90º o deltóide se torna mais ativo, com o supra-espinhoso desempenhando um papel de estabilizador da cabeça do úmero.
Para alcançar a ADM de 180º é necessário além desses músculos o ritmo escapuloumeral, este entrando em ação a partir dos 30º, realizando uma rotação da escápula para cima em 1º para cada 2º de abdução este movimento é realizada pelos músculos trapézio (fibras superiores e inferiores) e serrátil anterior (fibras inferiores), e o infra-espinhoso o subescapular e o redondo menor neutralizam o deslocamento superior produzido pelas fibras médias do deltoide.

Adução – esse movimento é realizado pelos músculos peitoral maior, latíssimo do dorso e redondo maior, a adução é classificada como o retorno à posição anatômica ou neutra, pode continuar além da posição neutra em até 75º de hiperadução, auxiliado pela rotação para baixo da escápula através dos músculos levantador da escápula, rombóides e peitoral menor.

Rotação medial – movimento é realizado pelos músculos subescapular, peitoral maior, deltóide (fibras clavicular), latíssimo do dorso e redondo maior, a partir da posição neutra é possível alcançar 45º.

Rotação lateral – movimento é realizado pelos músculos infra-espinhoso, redondo menor e deltóide (parte espinhal), a partir da posição neutra é possível alcançar 45º .

Abdução horizontal – movimento é realizado pelos músculos deltóide (parte espinhal), infra-espinhoso e redondo menor esse movimento acontece com o ombro a 90º de abdução e é possível alcançar aproximadamente 30º.

Adução horizontal - movimento é realizado pelos músculos peitoral maior e deltóide (parte clavicular), esse movimento acontece com o ombro a 90º de abdução e é possível alcançar aproximadamente 120º.

Circundação – a circundação é descrita coma a junção de todos os movimentos realizados pelo ombro.



Movimentos realizados pela escápula

Elevação – a elevação é realizada pelos músculos trapézio parte ascendente, levantador da escápula e rombóides, com a articulação acromioclavicular movendo-se superiormente em aproximadamente 60º.

Depressão – a depressão é realizada pelos músculos trapézio parte descendente e peitoral menor, a partir de uma posição de repouso é possível alcançar de 5 a 10º de depressão, esse movimento é importante na estabilização da escápula.

Protração – a protração é realizada pelo músculo serrátil anterior, com as margens mediais movendo para longe da linha média em até 15 cm, esse movimento também é chamado de abdução da escápula.

Retração – a retração é realizada pelos músculos trapézio parte transversa e rombóides, as margens mediais da escápula aproximam da linha média, esse movimento também é chamado de adução da escápula.

Rotação para cima – a rotação para cima é realizada pelos músculos trapézio parte ascendente e descendente e serrátil anterior (fibras inferiores), através de forças conjugadas ou conjugação de forças que é definida pela contração dos músculos em direções opostas para a realização do mesmo movimento, o trapézio contrai nas direções superior e inferior e medial com o serrátil anterior, alcançando 60º com a abdução ou flexão completa do ombro.


Rotação para baixo – a rotação para baixo é realizada pelos músculos levantador da escápula, rombóides e peitoral menor, constituindo outro exemplo de forças conjugadas, o levantador contrai na direção superior, o peitoral menor na direção inferior e o rombóides na direção medial. 


Fontes: https://sites.google.com/site/ombroecotovelo/informacao-ao-paciente/ombro/anatomia
http://www.fisioweb.com.br/portal/artigos/categorias/39-art-biomecanica/692-biomecanica-da-articulacao-do-ombro.html

domingo, 20 de maio de 2012

Vídeos - Joseph Pilates



Joseph e Romana



Pilates apresentando a wunda chair, quando virada ao contrário ela vira uma cadeira normal.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Pense nisso!!

Músculo psoas - triatletas





A maioria dos praticantes de triathlon já sentiu aquele desconforto na virília ou dores na lombar. Mas enfim, qual pode ser a causa destas dores?

O músculo psoas, associoado a outros músculos (mais 29 músculos que fazem parte do Core) são os grandes estabilizadores da região lombar-pelve-quadril, controlando e suportando os movimentos da perna durante a atividade.

Este grande CENTRO (lombar-pelve-quadril) é responsável pera geração e dissipação de forças para o resto do corpo, principalmente para os membros inferiores. Isto é válido tanto para o ciclismo quanto para a natação e corrida.

Os triatletas, principalmente os de Ironman tem por rotina de treinamento um grande volume sobre a bike em cima do clip. Nesta posição de “fechamento” o músculo psoas está em encurtamento e é constantemente solicitado na puxada do pedal e na estabilização para uma boa pedalada.

Este músculo extremamente encurtado e rígido leva a um desequilíbrio muscular da pelve. Isso se explica porque um músculo rígido e encurtado não trabalha na sua maior eficiência, comprometendo a mobilidade da pelve e coxofemural, diminuindo também sua capacidade de produção de força e por um mecanismo neurológico chamado de inibição recíproca: quando um músculo contrai o oposto relaxa, e neste caso como o psoas está sempre em tensão ele acaba inibindo o glúteo máximo (outro estabilizador pélvico) causando assim um desequilíbrio pélvico maior ainda.

Esta instabilidade e desequilíbrio muscular pélvico gera um uso excessivo e inadequado de toda unidade funcional inferior sendo responsável não só por dores na própria região pélvica (piriforme, glúteos, adutores, púbis), mas também por dores e lesões lombares e de todo membro inferior (tendinites de posteriores de coxa, quadríceps, aquiles, fasceítes plantares).

Por estes motivos o tratamento destas lesões deve ser muito bem planejado, visando primeiramente o reequilíbrio desta região pélvica, tanto nos encurtamentos e mobilidade natural quanto na reativação dos músculos que estão inibidos e consequente estabilização central e somente então tratar se necessário a lesão em si. Caso contrário estas lesões irão sempre reincidir, pois não será solucionada a causa do problema.

Sendo assim, se dermos atenção devida aos alongamentos, mobilidade e estabilidade desta região pélvica o músculo psoas pode passar de vilão à aliado dos triatletas. Já que esta área em constante equilíbrio é uma grande produtora de forças para a melhora da performance e auxilía na prevenção de lesões dos mais variados tipos!

Treine com saúde! Previna!

Por Caroline Gassen



Um pouquinho de anatomia:


Paradoxo do iliopsoas. 
 
Embora o iliopsoas seja considerado um flexor do quadril e ajuda na flexão de coluna. Em determinada situação ele pode atuar como extensor da coluna lombar, por isso, alguns especialistas dão a este fenômeno o nome de paradoxo do iliopsoas.
Isso acontece quando fazemos uma flexão de tronco sobre as pernas e elas estiverem estendidas e fixas ou quando partimos para elevação das pernas estendidas com o tronco fixo ao chão. No momento do torque inicial devido a origem do músculo psoas maior ser nas vértebras lombares ele primeiramente irá tracionar a coluna lombar em direção a sua inserção acontecendo assim uma extensão da coluna lombar, invertendo assim seu papel que é de flexão de coluna.


O Pilates é uma ótima opção para esses atletas pois podemos atuar na prevenção e no tratamento, o Pilates visa o equilíbrio muscular de uma forma global e tem exercícios ótimos para este caso específico de trabalho com o músculo psoas! Faça uma aula experimental!Conheça o método Pilates!!


Fonte:http://desportiva.facafisioterapia.net/
Atlas de anatomia do movimento – Rolf wirhed; 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Animação sobre a hérnia de disco

Uma rápida animação simulando a hérnia discal e aparecimento de osteófitos com perda de espaço intervertebral.

Cirurgias de coluna minimamente invasivas

Sempre procuramos novidades sobre saúde, exercícios e tudo mais que possa ser interessante para nós profissionais ou para nossos alunos. Hoje li uma reportagem sobre cirurgia de coluna. 
Temos muitos pacientes que praticam o Pilates para tratar de lombalgias, dores provenientes de hérnias de discos, dores causadas por artrose, entre outras.
Então ai vai a reportagem da revista Ciência Hoje.

Cirurgias de coluna minimamente invasivas para tratar hérnia e deformações de disco são feitas pela primeira vez no Brasil. Recuperação mais rápida e menos dor no pós-operatório são vantagens das novas técnicas.

Maria da Conceição Aguiar, aposentada de 50 anos, viveu dois anos de dor extrema na coluna. A causa era uma hérnia de disco que chegou a paralisar seu lado esquerdo do corpo. Na última terça-feira, ela foi submetida a uma cirurgia para tratar a doença. No mesmo dia teve alta e deixou o hospital de ônibus. Para quem já ouvir falar em cirurgias de coluna, a cena pode parecer inacreditável. Mas é a mais pura verdade. Maria e mais cinco pacientes participaram de uma série de cirurgias de coluna minimamente invasivas, algumas realizadas pela primeira vez no Brasil, no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

As cirurgias, apresentadas na última quarta-feira (11/04) no Simpósio Internacional de Cirurgias e Técnicas Minimamente Invasivas da Coluna (Siminco), foram custeadas por empresas fabricantes de material hospitalar e conduzidas por especialistas internacionais e médicos brasileiros. 
Chamadas de artrodeses, essas operações são usadas para tratar casos graves de hérnia e degeneração dos discos, 'amortecedores' que ficam entre as vértebras da coluna. Nesse tipo de cirurgia, é feita uma estabilização das vértebras para que elas não se movam, evitando a compressão e o desgaste do disco. É a compressão dos discos que causa dores na coluna e no nervo ciático, que se estende da região lombar até as pernas. 
Tradicionalmente, esse tipo de cirurgia é muito agressivo. Na fixação das vértebras são usados parafusos e pedaços de metal. Grandes cortes, de 15 a 20 cm, são feitos para introduzi-los. Para chegar ao osso, o cirurgião tem que afastar pele e músculos e acaba, inevitavelmente, danificando os tecidos – o que causa grande dor pós-operatória.
O trauma da cirurgia é tanto que o procedimento já se tornou um tabu entre muitos pacientes, como conta a professora Regina Machado, de 57 anos, que também foi operada com um método não invasivo no hospital universitário. “Uma conhecida minha fez a cirurgia tradicional e teve um pós-operatório muito sofrido, ela chegou a dizer que, se pudesse voltar atrás, não faria de novo, de tão grande que foi a dor.”
O medo não é infundado. “Há inúmeros casos de pacientes que saíram da mesa de operação incapacitados, tamanha a agressividade dessas cirurgias”, conta o médico Pil Sun Choi, da Universidade de São Paulo (USP), organizador do evento e presidente fundador do Comitê de Cirurgia Minimamente Invasiva da Sociedade Brasileira de Coluna.
Nas cirurgias de artrodese minimamente invasivas as incisões são bem menores, variando de 5 cm a 1 cm. A recuperação é quase imediata, com a alta em no máximo dois dias. 
Uma das técnicas trazidas pelo simpósio ao Brasil foi a Perpos 360, feita pela primeira vez na América Latina. Nessa cirurgia, um pequeno corte é feito na altura do disco danificado para introduzir uma espécie de canudo de metal por onde é inserido um dispositivo expansível coberto de enxerto ósseo artificial. 
Quando o dispositivo é dilatado, preenche o lugar do disco e une as vértebras. Para garantir a fixação, é introduzido outro canudo por onde é inserido um parafuso que atravessa as duas vértebras. Todo o procedimento é feito com o auxílio de imagem por radioscopia, que permite ver o que acontece por dentro do corpo em uma tela. 
Outra técnica avançada é a Apollon, que também usa radioscopia e canudos inseridos através da pele para introduzir parafusos nas vértebras. Os parafusos são fixados nas vértebras acima e abaixo do disco danificado e depois unidos por uma haste de metal inserida por uma pequena incisão na pele.
Em ambas as cirurgias, há pouco sangramento, poucos danos aos tecidos e menos tempo de internação em comparação aos métodos tradicionais. Mas as técnicas minimamente invasivas requerem mais tempo de aperfeiçoamento dos cirurgiões, além de instrumentos importados, e por isso, atualmente, são pouco usadas no Brasil – ocorrem apenas na rede privada de saúde.


Acesso para todos

As operações no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle são as primeiras cirurgias do tipo feitas na rede pública, mas apenas de modo experimental. “Essas cirurgias são o que temos de mais avançado hoje na medicina para tratamento vertebral”, afirma Choi. “Esperamos que essa iniciativa inaugure uma nova era em que milhares de pacientes da rede pública sejam beneficiados."
Apesar de serem indicadas apenas para casos mais graves de hérnia e deformação de disco e utilizarem um material com custo mais elevado, Choi defende que as cirurgias minimamente invasivas para a coluna têm um melhor custo benefício e deveriam ser introduzidas na rede pública. 
“A prevalência de problemas de coluna que necessitam de cirurgia é de cerca de 1% ao ano, mas se temos 200 milhões de habitantes no Brasil, 200 mil pessoas por ano precisam de procedimento cirúrgico”, calcula. “Além disso, se botarmos na ponta do lápis os custos que temos com sangue, pós-operatório e complicações decorrentes da cirurgia tradicional, elas saem tão caras quanto as minimamente invasivas –  é um barato que sai caro."
O médico conta que o Hospital Universitário da USP já tem uma equipe treinada capaz de realizar esse tipo de cirurgia. O mesmo afirma o diretor do hospital da Unirio, Paulo de Carvalho. “Temos o conhecimento para realizar as cirurgias, só não temos ainda o apoio financeiro do governo”, diz. E completa: “Precisamos mobilizar a sociedade, que paga impostos, os médicos, a comunidade científica, os políticos e as seguradoras de saúde para que a população tenha acesso a um tratamento digno que, hoje, só uma minoria pode ter."

Sofia Moutinho
Ciência Hoje

sábado, 14 de abril de 2012

Consumir soja pode trazer riscos a pacientes com câncer de mama

Mulheres que consomem soja quando adultas e sofrem de câncer de mama correm o risco de se tornar resistentes a um remédio usado no tratamento da doença, segundo estudo publicado nos Estados Unidos nesta segunda-feira. Uma pesquisa com ratos de laboratório fêmeas mostrou que aquelas alimentadas com soja durante toda a vida responderam bem ao medicamento tamoxifeno, popularmente usado no tratamento do câncer de mama, enquanto as que começaram a comer soja quando adultas e após terem desenvolvido câncer mostraram uma resistência a ele.
A pesquisa dá indícios das possíveis razões pelas quais o tamoxifeno para de funcionar e permite que os tumores se reproduzam novamente em algumas mulheres, explicaram os cientistas da Universidade Georgetown, que apresentaram suas conclusões em uma conferência em Chicago. "Os resultados sugerem que as mulheres ocidentais que consumiram soja quando adultas deveriam deixar de fazê-lo ao ser diagnosticadas com câncer de mama", disse a principal autora do estudo, Leena Hilakivi-Clarke, professora de oncologia em Georgetown.
A soja contém isoflavonóides que imitam a produção de estrogênio no corpo, só que em níveis muito baixos, e é considerada fonte de proteína saudável, encontrada em comidas como o tofu, o misô, os grãos e o leite de soja. Seus benefícios potenciais contra o câncer de mama estão vinculados aos baixos níveis de receptores hormonais positivos vistos em mulheres asiáticas, que vivem em locais onde é comum o consumo de soja.
Visto que o tamoxifeno é comumente prescrito a pacientes que sofrem de câncer de mama de receptor hormonal positivo, as conclusões do estudo indicam que a adoção de uma dieta rica em soja na fase adulta da vida poderia anular o efeito deste tratamento. O estudo foi apresentado no encontro anual da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer (AACR, na sigla em inglês).

Fonte: site Terra (notícias)

sábado, 7 de abril de 2012

Torção de Tornozelo - O Pilates pode ajudar

Todo mundo está sujeito a torcer o pé. Pode acontecer durante uma caminhada normal, basta ter um buraco na calçada, a pessoa pisa torto, força o tornozelo e... pronto! A região fica inchada, dolorida, e os ligamentos sofrem lesões que podem ficar para sempre.
Em outras palavras, a torção é um movimento anormal dos ossos que provoca lesão do ligamento. É menos grave que a luxação, que outro tipo de machucado da articulação.




O que fazer
A primeira atitude a ser tomada após uma torção de tornozelo é retirar o calçado para afrouxar a área. A região vai ficar inchada e avermelhada, e a melhor maneira de reduzir o inchaço é com gelo. Com o frio, os vasos sanguíneos ficam mais estreitos, o que reduz o sangramento interno do ferimento e, portanto, o inchaço.


O ideal é colocar compressas de gelo, de dez minutos cada, a cada dez minutos. É importante respeitar este intervalo para proteger a pele e as articulações. Para a pele, aliás, também é bom envolver o gelo em algum tecido. Compressas quentes são péssimas, pois pioram o inchaço.
Dica - Algo muito bom para ter em sua casa, são as bolsas de GEL, atualmente tem-se bolsas que podem ser usadas tanto para aplicação gelada ou quente, você pode mantê-las dentro da congelador, e caso ocorra um entorse ou uma pancada, pode usa-la sobre o local acometido.
Estes são apenas os primeiros socorros, pois é necessário seguir logo para uma consulta médica. A região machucada deve ser bem protegida no processo. No caso do tornozelo, não se deve pôr o pé no chão.
O especialista vai avaliar o inchaço para ver se o ligamento pode estar lesionado ou se houve fratura. Em muitos casos, ele vai pedir exames de radiografia – para verificar os ossos – e ressonância magnética – que mostra se os ligamentos estão bem.
A recuperação dos ligamentos é lenta e depende do tipo de lesão. Primeiro, a área fica inflamada, o que em média demora três dias. Depois, o ligamento começa a reconstruir as fibras, alinhando-as corretamente. Nesta fase, que pode durar até um mês e meio, é importante manter a articulação imobilizada. Por fim, o ligamento leva até um ano para voltar ao que era antes da contusão.
É importante respeitar os prazos de recuperação para que o tornozelo fique forte. Quando os ligamentos não cicatrizam direito, pode ocorrer um quadro conhecido como instabilidade crônica, que provoca novas torções ao longo do tempo.
Fisioterapia
 Um programa de reabilitação pós entorse de tornozelo deve levar em conta os seguintes fatores: A compreensão da estrutura e função da articulação do tornozelo, seus receptores associados, e seu envolvimento com o sistema locomotor, e no caso de atletas, treinamento específico para atender às demandas do esporte de forma a permitir o retorno pleno a atividade. Programas de reabilitação para o tornozelo devem abordar a proteção das estruturas ligamentares, manutenção da amplitude de movimento, fortalecimento da musculatura de suporte e treino de equilíbrio e propriocepção.
Durante a fase inicial do tratamento, os objetivos são: diminuir o edema e proteger as estruturas danificadas. Diversos têm demonstrado os efeitos prejudiciais do edema sobre a ação muscular reflexa [8]. Ao identificar este problema, o fisioterapeuta deve iniciar o protocolo PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão e elevação). Exercícios suaves de amplitude de movimento podem ser iniciados ainda nesta fase.
Seguindo aos exercícios de amplitude de movimento ativo-livres conforme tolerado, pode-se começar a pensar em atividades contra resistência, pois o ganho de força é também um componente importante para o reforço da propriocepção.


Inicialmente, as atividades de resistência podem ser executadas aplicando-se a resistência manualmente, pois assim o fisioterapeuta é capaz de adaptar a sua resistência para alcançar um nível máximo sem dor. Além disso, evita-se o risco de suscitar um movimento inesperado ou inadequado do tornozelo.


Pode-se progredir para exercícios em cadeia cinética fechada (CCF) e exercícios de propriocepção. Caso o paciente pratique algum esporte o fisioterapeuta irá examinar de perto o desporto do atleta e tentativa de replicar as suas exigências, tanto quanto possível na reabilitação.

Como o Pilates pode ajudar?


A intervenção do PILATES se dá de forma segura e efetiva focando em exercícios de mobilização, fortalecimento, equilíbrio e em exercícios de propriocepção.
Realizando um bom trabalho de recuperação da articulação podemos evitar o quadro de instabilidade. Geralmente o aluno nos procura após ter consultado um médico e realizado fisioterapia. Após essa primeira fase podemos realizar uma avaliação e realizar um trabalho personalizado, sempre lembrando que o Pilates trabalha de forma global porém podemos utilizar o método para tratar diversas patologias inclusive os entorses de tornozelo. A seguir algumas imagens de exercícios e acessórios que podem ser utilizados para que trabalhar a região do tornozelo.


Footwork no cadilac
Exercício com Faixa Elática Foto: Posturale Studio Pilates
Exercício com Bosu  Foto: Posturale Studio Pilates
Almofada de propriocepção
Disco de propriocepção
Footwork no reformer. Foto: Caio Mello


Fontes: 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Estilo de vida gera 40% dos casos de câncer, diz estudo


É possível evitar mais de 40% dos casos de câncer, diz estudo.
DA EFE
Cerca de 45% dos casos de câncer em homens e 40% dos registrados em mulheres no Reino Unido são causados pelo estilo de vida e podem ser prevenidos, diz um estudo publicado nesta terça-feira na revista médica The British Journal of Cancer.
A pesquisa, a mais extensa elaborada até hoje no Reino Unido, chegou à conclusão que mais de 100 mil dos cânceres diagnosticados a cada ano neste país são causados por quatro fatores relacionados com o estilo de vida: tabaco, má alimentação, álcool e sobrepeso.
Segundo o estudo, realizado pela associação britânica Cancer Research UK e que levou em conta 14 fatores ambientais e de estilo de vida, o tabaco é o elemento mais determinante para o desenvolvimento de um câncer.

O tabaco é responsável por 23% dos casos de câncer em homens e por 15,6% das ocorrências em mulheres, sendo que os tipos mais frequentes são, além do de pulmão, o de bexiga, rim, pâncreas e colo do útero.

No total, 34% dos cânceres diagnosticados no Reino Unido em 2010, o que equivale a 106.845 casos, estavam vinculados a tabaco, alimentação, problemas com álcool e excesso de peso.
Entre os homens, 6,1% dos casos de câncer tinham relação com a falta de frutas e verduras na dieta, 4,9%, com o trabalho, 4,6%, com o álcool, e 4,1%, com o sobrepeso.
Além disso, segundo o estudo, 3,7% dos cânceres diagnosticados em homens têm como causa uma excessiva exposição aos raios ultravioletas.
No caso das mulheres, 6,9% dos diagnósticos de câncer estiveram vinculados ao sobrepeso, 3,7%, a infecções, e 3,6%, aos raios ultravioletas.
A falta de frutas e verduras na dieta foi determinante em 3,4% dos casos de câncer entre mulheres, enquanto o álcool foi responsável por 3,3% das ocorrências.
Fonte: (folha online) http://folha.com/no101
Vamos mudar nosso estilo de vida? A pratica do Pilates pode ajudar! Conheça os benefícios, venha realizar uma aula experimental!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Frases de Joseph Pilates

"Com 10 sessões você perceberá a diferença, com 20 sessões os outros irão perceber a diferença e com 30 sessões você ter um novo corpo."

"Contrologia não é mente ou corpo,mas sim mente e corpo."

"Hábitos incorretos são responsáveis pela maioria de nossas doenças, se não por todas elas."

"O sistema humano depende a vitalidade do corpo, coordenação, corpo-mente, o equilíbrio perfeito."

"Eu inventei todas as máquinas. Em 1925 eu as usei para exercitar pacientes reumáticos. Veja, você vê a máquina resistir seus movimentos de modo certo, então seus músculos internos terão que trabalhar contra a resistência, dessa maneira, você se concentra no movimento. Você deve executá-lo sempre suave e lento e então seu corpo inteiro trabalha e está presente."

“Contrologia desenvolve um corpo uniforme, corrige posturas erradas, restaura a vitalidade física, vigora a mente, e eleva o espírito.”

“Nem muito pouco, nem em excesso.”

“Não interessa o que você faz e, sim, como você faz.”

“Os benefícios do Pilates só dependem da execução dos exercícios. As instruções devem ser seguidas com fidelidade.”

“Poucos movimentos bem feitos, realizados de forma correta e equilibrada valem por muitas horas de ginástica.”

“Respeite seu próprio ritmo.”

“Se aos 30 anos você está sem flexibilidade e fora de forma, você é um velho. Se aos 60 anos você é flexível e forte, você é um jovem.”

“Sempre mantenha sua mente concentrada no objetivo do exercício que você está executando.”

Pilates X Ombro Congelado ou Capsulite Adesiva

fonte:wgate.com.br
Ombro congelado, também conhecido como Capsulite Adesiva, é a perda da movimentação ativa e passiva do ombro, ou seja, o ombro fica rígido e dolorido.
Ela ocorre na cápsula articular da glenoide, de forma espessa, inelástica e friável.
Esta alteração ocorre principalmente em pacientes entre 40 e 60 anos e não está relacionado ao sexo, braço dominante ou profissão.
 Quando o paciente fica com o movimento do ombro limitado por semanas, meses ou anos por causa de uma lesão, a cápsula em volta da articulação do ombro pode se tornar rígida e desenvolver tecido fibroso, causando adesão na articulação. Entre as causas mais comuns podemos citar as afecções degenerativas da coluna cervical ou radiculopatia, síndrome do impingimento subacromial, artrite acromioclavicular, bursite pós-traumática e sinuvite inflamatória do ombro.
Os pacientes progridem de uma fase de rigidez matinal, acompanhada de dor e perda progressiva do movimento do ombro para uma fase de “descongelamento” com diminuição do desconforto associado a uma melhora lenta da movimentação da articulação.
Geralmente o processo leva de 6 meses a 2 anos ou mais para recuperar a lesão, nesse período a maioria dos pacientes sofre de dor leve porém constante e déficit de funcionalidade do braço.
Os movimentos mais difíceis de serem realizados pelos pacientes são, geralmente, erguer o braço acima da cabeça ou coçar as costas, as mulheres relatam muita dificuldade de abrir e fechar o sutiã.
O médico provavelmente encaminhará o paciente para a fisioterapia para que um programa de exercícios supervisionado seja realizado.

O Pilates intervém de forma eficiente para a manutenção da fisioterapia convencional, bem como o fortalecimento muscular necessário. Após uma avalição do quadro, o instrutor do método prescreverá exercícios que dão continuidade ao estímulo das mobilizações glenoumeral, esternoclavicular, acromio clavicular e escapulocostal, focando a separação, rolamento, deslizamento e giro das articulações. Sendo o Pilates um método que constrói o equilíbrio muscular, o aluno/paciente também executará exercícios de alongamento, a fim de aumentar o comprimento dos tecidos moles encurtados na patologia, auxiliando a amplitude dos movimentos; além de exercícios de fortalecimento muscular, uma vez que a amplitude da articulação glenoumeral esteja restaurada. Através do Pilates, a função do manguito rotador e deltóide também se beneficia com a coordenação e propriocepção. Desta forma, é possível recuperar a função da região acometida, criando caminhos à qualidade de vida.
O médico poderá prescrever medicamento antiinflamatório e aplicar uma injeção com medicamento corticosteróide na articulação do ombro.
Quando o ombro estiver dolorido é importante usar compressas de gelo por 8 minutos, seguidos de 3 minutos sem ele, esse ciclo deve ser repetido até completar 20 ou 30 minutos. Pode ser feita 3 ou 4 vezes ao dia. Em caso de não haver resposta à terapia, o médico poderá sugerir uma “manipulação sob anestesia”. Neste procedimento, o paciente recebe anestesia geral e o médico moverá o ombro em várias direções para soltar a aderência, na cápsula do ombro.
O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente. Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.
O retorno ao esporte acontecerá, seguramente, quando:
• O ombro lesionado estiver com total capacidade de movimento, sem dor.
• O ombro lesionado tiver recuperado a força normal, comparado ao ombro não lesionado.

 

fonte: Clube do pilates  e wgate