sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sono X Dor: Relação dos distúrbios do sono e dores crônicas

No studio um assunto recorrente vem sendo o sono e sua relação com a dor, temos pacientes com patologias reumáticas como a fibromialgia e pensando neles e em seus familiares resolvi escrever um pouco sobre o assunto. Esse é um assunto complexo e cada caso é um caso, cada paciente tem uma relação mais ou menos intensa com as dores e com a insônia. Mais de uma forma geral espero poder prestar algum esclarecimento sobre esse assunto, vamos lá?


Os distúrbios do sono constituem uma manifestação frequente em doenças onde a dor exerce um papel importante. Nesses distúrbios além da sonolência diurna, outras manifestações devem ser levadas em conta como a fadiga, os distúrbios de humor e do raciocínio.

Diversas patologias apresentam piora dos sintomas à noite ou ao despertar, como é o caso das doenças reumatológicas como a fibromialgia, da isquemia miocárdica, da cefaléia, das queixas gastrointestinais, da dor tumoral, dos processos dentários e ainda dos distúrbios afetivos. Por outro lado, alteração do padrão de sono podem ser decorrentes de disfunções do organismo, tanto em crianças, como em adultos e idosos.

Pacientes com dor crônica apresentam redução da eficiência do sono, dificuldade para dormir e para o despertar. Além disso podem apresentar perfil depressivo. Dentre as condições que podem influenciar ou ser influenciadas pelo binômio dor e sono destacam-se os fatores psicogêncos e a atividade física. Estudos clínicos e experimentais tanto em humanos como em animais confirmam a associação entre o sono não reparador e manifestações dolorosas.

Este ciclo vicioso auto-sustentado apresenta de um lado o fator desencadeante, que é a dor crônica, que pode ser encarada como um agente estressor que ativa e mantém áreas do sistema nervoso central responsáveis pelo estado de alerta, enquanto descarta áreas responsáveis pelo início e manutenção do sono. Dessa forma, os distúrbios do sono aumentam à medida em que a dor aumenta. Por outro lado, a falta das funções restaurativas e reparativas do sono pode impedir o processo de cura, levando diretamente à dor, assim como pode afetar também áreas do SNC responsáveis por mobilizar mecanismos que são muito úteis para descartar a experiência dolorosa. Os distúrbios do sono causariam, portanto, diretamente mais dor e indiretamente um aumento da sensação dolorosa através da incapacidade do organismo de realizar mecanismos adaptativos.

Por que é preciso dormir?

O sono é fundamental para o funcionamento adequado do organismo. É neste período em que ocorre a produção de uma série de substâncias vitais para a saúde. Dentre essas substâncias destacam-se produtos envolvidos na manutenção do sono, na integridade do tecido muscular, nas vias de transmissão da dor e numa série de processos que resultam no equilíbrio do organismo e como vem sendo estudado mais recentemente na seleção de informações, fixação da memória e na aprendizagem eficiente.

Estrutura normal do sono

O sono é dividido em dois tipos: - sono REM (Rapid Eye Movements): é o estágio do sono no qual ocorre a maior parte dos sonhos e observa-se o maior relaxamento possível da musculatura. - sono não REM, que por sua vez é dividido em 4 estágios. No estágio 1 a pessoa apresenta um sono mais superficial, sendo que no estágio 2 consolida-se o sono propriamente dito. Os estágios 3 e 4 correspondem ao sono profundo. Durante uma mesma noite de sono a pessoa se encontra em diferentes estágios do sono diversas vezes.

A importância dos estágios do sono

Durante os estágios 1 e 2 do sono não REM o cérebro encontra-se em importante atividade. O sono profundo, ou seja, os estágios 3 e 4 do sono, são responsáveis pela característica restauradora do sono, ou seja, promovem descanso, disposição e energia para o organismo. Alguns sonhos podem ocorrer durante o sono profundo assim como a produção de substâncias relacionadas com a integridade dos músculos e nervos. Os estágios 3 e 4 do sono são também conhecidos como sono de ondas lentas ou sono delta, porque nestes estágios ocorre predomínio de uma onda lenta que tem este nome. No sono REM ocorre uma intensa atividade cerebral, tanto em termos de raciocínio como no que se refere à produção de diversas substâncias fundamentais para a vida, como hormônios e neurotransmissores. Deve-se ainda ressaltar que o sistema imunológico também é influenciado pelo sono profundo e sono REM. Portanto dormir bem ajuda na defesa do organismo contra processos infecciosos.


Métodos para o tratamento da dor crônica


Em geral são utilizados de maneira associada, conforme a necessidade de cada paciente. No aspecto medicamentoso, normalmente indica-se a utilização de analgésicos e antiinflamatórios concomitante ao uso de antidepressivos, neurolépticos e corticosteróides. Além dos medicamentos, outras abordagens multi e interdisciplinares são indicadas, entre elas a fisioterapia e a psicologia.

O método Pilates pode ser utilizado como instrumento do fisioterapeuta auxiliando no tratamento da dor crônica, entre os princípios da técnica esta a respiração, que leva a uma melhor oxigenação do corpo e promove o relaxamento. Os exercícios abrangem o nosso corpo de uma maneira uniforme, onde busca fortalecer, equilibrar e alongar a musculatura. Dentro da aula são feitos exercícios voltados para a condição física de cada aluno individualmente, respeitando seus limites e procurando alcançar uma melhora na qualidade de vida.

E para o sono...

Algumas recomendações são dadas no sentido de obter uma melhor qualidade do sono:

- Prepare-se gradualmente para ir para a cama, tente não realizar muitas tarefas ou tomar grandes decisões no período da noite;

- Tente sempre ter horários regulares para dormir e acordar, e tente manter estes horários todos os dias;

- Evite estimulantes à noite, como café, chá preto, álcool, cigarro. Chocolates e muitas medicações para dor contêm cafeína, e devem ser evitados.

- Tenha um jantar leve;

- Pratique exercícios de relaxamento à noite antes de dormir e, se acordar durante a noite, respire profundamente. Imagine-se relaxando os músculos da cabeça até os pés;

- Tome um banho quente antes de deitar;

- Reserve o quarto para dormir. Televisão e equipamentos de exercícios não devem estar no quarto. Não trabalhar ou comer no quarto;

- Não se deve fazer cochilos durante o dia, exceto se você estiver acostumado e isto não prejudicar o seu sono noturno;

- Dormir à noite e despertar com luz do sol. A luz ajuda a consolidar o ciclo vigília-sono. Às vezes tratamentos com luz são recomendados pelos médicos na abordagem da insônia;

- Mantenha o quarto escuro e silencioso quando for dormir. O uso de tampões nos ouvidos deve ser estimulado caso existam barulhos no lado de fora;

- Diminua a ingestão de líquidos após as 18:00 horas, para diminuir a chance de ter que levantar para urinar;

- A cama é para dormir – se depois de 5 a 10 minutos você estiver acordado e não conseguir dormir, saia do quarto e vá fazer outra atividade, de preferência ler fora do quarto. Quando sentir sono, volte para a cama.

- Se estiver tendo dor à noite, discuta com o seu médico sobre o uso de uma dose maior de medicações para a dor antes de dormir;

- Aprenda técnicas de relaxamento, esse foi um tema abordado na sexta-feira dia 8 de outubro pelo programa Globo Reporter. Um bom exemplo é a técnica da meditação, vale a pena tentar, outra dica foram exercícios de respiração, vale a pena tentar!

- Evite pílulas para dormir, apesar de ajudarem a dormir mais rápido, a maior parte delas piora a qualidade do sono, pois inibem o sono profundo e exacerbam quadros depressivos pré-existentes. Consulte seu médico.

Fontes:

http://drfranciscobravim.site.med.br; http://tathianatrocoli.wordpress.com; http://www.fibromialgia.com.br; http://revistavivasaude.uol.com.br

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Artrose - saiba mais sobre ela e como o Pilates também é indicado nesse caso!


A diferença - Artrite x Artrose

Artrite

O termo Artrite é utilizado para definir uma alteração inflamatória que acomete a articulação. Qualquer pessoa, quando submetido a determinados esforços mais intensos ou mesmo traumáticos, pode desenvolver um quadro inflamatório da articulação que, nesta fase aguda, recebera a denominação de artrite. A artrite (inflamação da articulação) pode ser sintoma de inúmeras doenças, sendo sempre de vital importância o diagnóstico da doença que originou a inflamação. A artrite dos esportistas, como regra é traumática e deve ser diferenciada daquela das outras doenças reumatológicas, dos processos infecciosos, das doenças microcristalinas e também, da Artrite Reumatóide, esta sim uma doença específica sobre a qual falamos no post anterior.

A Artrose

Os termos Osteoartrose, Osteoartrite e Artrose definem uma mesma doença. O prefixo "artro", vem do grego "arthros" e significa articulação, e a ele juntamos o sufixo "ose" que significa degeneração. Os termos Osteoartrite e Osteoartrose surgiram posteriormente, para exemplificar melhor a doença Artrose, quando foi descoberto que o osso sub condral (embaixo da cartilagem) participava no processo fisiopatológico da doença. Fisiologicamamente ela é um processo degenerativo articular que resulta de um processo anormal entre a destruição cartilaginosa e a reparação da mesma.

Entende-se por cartilagem articular, um tipo especial de tecido que reveste a extremidade de dois ossos justapostos (unidos) que possuem algum grau de movimentação entre eles. São exemplos de articulações os joelhos, os tornozelos, os dedos das mãos, os dos pés, o quadril, as vértebras da coluna, os ombros, os cotovelos, os punhos, a mandíbula etc.. Em todas estas articulações está presente o tecido cartilaginoso. A função básica da cartilagem articular é a de diminuir o atrito entre duas superfícies ósseas quando estas executam qualquer tipo de movimento, funcionando como mecanismo de absorção de choque quando submetido à forças de pressões (como no caso do quadril, joelho, tornozelo e pé), ou de tração, como no caso dos membros superiores.

Para que este movimento de atrito entre dois ossos seja diminuído, outras estruturas também fazem parte da articulação, desempenhando papéis específicos como no caso do líquido sinovial, que lubrifica as articulações e, dos ligamentos, que ajudam a manter unidas e estáveis as articulações. A Osteoartrose é, do ponto de vista médico, dividida em dois grandes grupos.

O primeiro denominado de Osteoartrose Primária, é formado por aqueles indivíduos que já possuem um patrimônio genético, que faz com que a patologia se desenvolva independentemente de fatores externos. O segundo grupo, denominado de Osteoartrose Secundária, é formado por pessoas que, em virtude de algum fator agressivo ocorrido em determinado período da sua vida, passam a apresentar a patologia. Fazem parte deste grupo os indivíduos muito obesos, os que sofreram algum traumatismo articular (entorses, fraturas, luxações), os que sofreram algumas alterações hormonais específicas, os que executam esportes com micros traumatismos de repetição etc...

Aspectos epidemiológicos
– A doença é de caráter crônico, de evolução lenta e sem comprometimento sistêmico de outros órgãos, afetando as articulações periféricas e axiais, mais freqüentemente as que suportam peso. Na grande maioria dos indivíduos se desenvolve de maneira silenciosa. Incide, predominantemente, no sexo feminino, na idade adulta entre a 4ª e 5ª décadas e no período da menopausa, sendo que esta incidência aumenta com a idade. Abaixo dos 40 anos, a freqüência é semelhante, em ambos os sexos sendo, esta patologia, um tanto quanto incomum. A incidência desta patologia aumenta com a idade, estimando-se atingir 85% da população até os 64 anos sendo que, aos 85 anos é ela universal.

Fatores de Risco
- São apontados dois grandes grupos de fatores de risco para esta patologia. O primeiro decorrente da suscetibilidade individual e o segundo derivado dos fatores mecânicos. São considerados fatores de suscetibilidade individual a hereditariedade, fatores hormonais, obesidade, hipermotilidade, doenças metabólicas. São considerados fatores mecânicos os macro traumas, traumas repetitivos localizados, sobrecargas esportivas, uso inadequado de aparelhos de musculação, alteração da biomecânica normal da articulação. Em muitos destes fatores de risco há como se intervir, através de uma correção ou tratamento precoce, tentando evitar o aparecimento desta patologia. Perda de peso, equilíbrio e controle hormonal, orientação esportiva correta, uso de calçados adequados, correção de posturas, são medidas úteis e que podem ser adotadas precocemente.

Sintomas
: Antes da dor, os pacientes podem reclamar de desconforto articular ou ao redor das articulações e cansaço. Posteriormente, aparece dor e, mais tarde, deformidades e limitação da função articular. No início, a dor surge após uso prolongado ou sobrecarga das articulações comprometidas. Mais tarde, os pacientes reclamam que após longo período de inatividade como dormir ou sentar-se por muito tempo há dor no início do movimento que permanece alguns minutos. Na Osteoartrite de quadris e joelhos, subir e descer escadas fica mais difícil assim como caminhadas mais longas. A inflamação pode produzir aumento do líquido intra-articular. Nestas situações a dor aumenta, os movimentos ficam mais limitados e a palpação articular evidencia calor local além da presença do derrame. Acredita-se que só o fato de uma articulação estar comprometida já é suficiente para que se desenvolva atrofia muscular, mas certamente a falta de movimentos completos e a inatividade são fatores coadjuvantes importantes.

Tratamento
: O tipo de tratamento depende da gravidade, do acometimento e das particularidades do paciente. Pode incluir tanto tratamentos com ou sem medicamentos, que visam não somente aliviar a dor, mas sobretudo preservar a função da articulação em questão. Medicamentos como analgésicos e anti-inflamatórios são prescritos pelos médicos em alguns casos como também drogras condroprotetoras. As terapias não medicamentosas são caracterizadas pela informação e consientização do paciente, dieta balanceada e sem excesso de gorduras, para evitar o sobrepeso e exercícios com prescrição apropriada. A redução de peso é importante quando existe acometimento das articulações de carga (coxofemurais, joelhos e tornozelos).

Os cuidados apropriados podem causar diferenças significativas na qualidade de vida do paciente, podendo evitar que a artrose cause maiores danos. Desta forma, o PILATES vem apresentando resultados excelentes a melhora da qualidade de vida dessas pessoas. A prática do método ajuda a amenizar as dores, porque fortalece a musculatura, desenvolve a flexibilidade e o controle motor. Há um grande repertório de exercícios de Pilates que visam a funcionalidade, a organização e fortalecimento da cintura escapular, tronco e braços, bem como o complexo lombar-pélvico dos quadris, pernas e pés. Os exercícios focam a amplitude articular, alongamentos e reforço muscular, fundamentais para a prevenção dos sintomas dolorosos.

Apesar de não ter cura, a artrose pode e deve ser controlada, mantendo-se um bom padrão de qualidade de vida. Portanto, previna-se!!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Artrite e o Pilates


É comum a confusão dos termos artrite e artrose pela população, para ajudarmos a esclarecer um pouco sobre estas doenças vamos falar hoje da Artrite e também de como o Pilates pode ajudar no tratamento. Em um próximo post abordaremos a artrose.
A artrite apresenta diferentes fatores desencadeantes (causas). Dependendo de sua forma de manifestação, ela poderá ser classificada como Artrite Degenerativa, Artrite Gotosa, Artrite Piogênica Aguda, Artrite Psoriáca ou Artrite Reumatóide.


A Artrite Degenerativa é uma doença crônica. Um de seus principais sintomas é dor ao movimentar-se. Esta forma da doença degenera a cartilagem articular e causa hipertrofia nos ossos. As articulações mais acometidas por esta doença são as do joelho, coluna espinhal e as articulações coxofemorais.


A Artrite Gotosa é uma outra forma de manifestação da artrite, acometendo, principalmente, o sexo masculino. Ela é uma inflamação causada por microcristais minerais de urato. Ela se manifesta principalmente no dedo e dorso do pé, tornozelos, joelhos e cotovelos. Entre seus sintomas pode haver febre e limitação de movimentos por causa da dor.


A Artrite Piogênica Aguda afeta principalmente as articulações dos ombros, joelhos e coxofemorais. As menos acometidas por este tipo de artrite são as articulações dos tornozelos, cotovelos e punhos.


A Artrite Psoríaca possui esta definição em decorrência da doença de pele denominada psoríase. Assim sendo, a articulação pode ser seriamente prejudicada por esta doença.


A Atrite Reumatóide (AR) é uma doença auto-imune, ou seja, o sistema imunológico do corpo ataca seus próprios tecidos, neste caso, o alvo será sua própria cartilagem e revestimento articular. Esta doença causa inflamação e vermelhidão da articulação acometida, além de inchaço, dor, calor e perda da função.


A seguir falaremos mais sobre a Artrite Reumatóide, o que é, diagnóstico e tratamento.


Na AR a forma mais freqüente de início da doença é artrite simétrica (por exemplo: os dois punhos, os dedos das duas mãos) e aditiva (as primeiras articulações comprometidas permanecem e outras vão se somando). Costuma ser de instalação lenta e pouco agressiva, localizando-se inicialmente nas pequenas articulações das mãos.


Uma característica é a rigidez matinal, após uma noite de sono, os pacientes amanhecem com importante dificuldade em movimentar as articulações, a qual permanece por mais de 1 hora. Alguns pacientes queixam-se de mal-estar, fadiga e dor muscular que podem acompanhar ou anteceder a artrite.


O termo artrite quer dizer inflamação nas articulações. Embora a inflamação se limite à membrana articular, a articulação aparece inchada, vermelha e tumefata. À medida que o processo inflamatório avança, ocorrem deformações na região afetada com possibilidade de tornar a estrutura inválida. Com isso, há a probabilidade do surgimento de nódulos que invadem e destróem a cartilagem, podendo afetar outros órgãos como o coração, o fígado, os pulmões, os rins, as artérias e o sistema nervoso periférico. Nestes casos, existem sintomas diferenciados, de acordo com o órgão.


O principal sintoma é a dor, proporcional ao grau de inflamação. A princípio, se dá com os movimentos ou pressão sobre a articulação afetada, com a progressão da doença, a dor se manifesta em repouso e acompanhada de atrofia muscular. Ainda, pode ocorrer febre, perda de apetite e de peso. Para a artrite, infelizmente, não existem formas de prevenção.


O diagnóstico é feito pelo médico por meio de uma consulta com uma história e exame físico completos, que incluem busca de sintomas de atividade da doença, avaliação do estado funcional atual evidências objetivas de inflamação articular, problemas mecânicos articulares, presença de comprometimento extra-articular e de lesão radiográfica. O médico poderá solicitar exames complementares que incluem: hemograma completo, velocidade de hemossedimentação, função renal, enzimas hepáticas, exame qualitativo de urina, fator reumatóide, análise do líquido intra-articular, radiografia das articulações das mãos, dos pés e das demais articulações comprometidas.


O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são extremamente importantes para o controle adequado da artrite, prevenindo a incapacidade funcional e lesão articular irreversível. Os objetivos principais do tratamento são: prevenir ou controlar a lesão articular, prevenir a perda de função, diminuir a dor e maximizar a qualidade de vida.


O tartamento inclui medicamentos como Anti-inflamatórios não esteróides, analgésicos e corticóides (ou corticoesteróides) a serem prescritos pelo médico. O tratamento também pode incluir a fisioterapia e prescrição de exercícios físicos.


O repouso durante um curto período de tempo pode ser benéfico para pacientes com doença grave e dolorosa a ser prescrito por um médico. Já para pessoas com sintomas leves e moderados a estratégia terapêutica deverá contemplar períodos alternados de atividades e repouso. A imobilização ou restrição dos movimentos quando prescrita tem como objetivo aliviar as dores pela estabilização articular, contenção e realinhamento. Sua utilização deve ser feita mediante orientação médica.


O tratamento não medicamentoso inclui a prescrição de exercícios terapeuticos. Deve existir um equilíbrio importante entre o exercício e o descanso para o paciente com artrite.


O exercício é muito importante para todos os doentes reumáticos. O músculo, quando bem trabalhado e de forma equilibrada e constante, ajuda muito a que o impacto da doença seja menor. A regra é fazer exercício de acordo com as suas capacidades de forma regular. Não deve exagerar, mas não deve parar de fazer exercício por causa da doença. Ao contrário do que se pensa, o exercício adaptado ao seu caso pode reduzir o cansaço e melhorar o seu vigor e a sua capacidade física, assim como a sensação de bem-estar.


Com o PILATES, é possível realizar uma gama de exercícios com segurança e com efetividade. Em períodos de pico dos sintomas, o programa da aula é direcionado principalmente à mobilização das articulações, mantendo os cuidados apropriados para evitar o cansasso e sobrecarga, assim evitando que os sintomas se intensifiquem.


Quando as crises passarem, as dores e os inchassos diminuirem, a prescrição dos exercícios de PILATES podem progredir aos poucos, sem exageros, com a possibilidade de enfocar também nesse momento, o equilíbrio muscular através da força e flexibilidade dos músculos debilitados de forma que as articulações sejam preservadas. Além disso, o PILATES proporcionará uma grande consciência corporal ao indivíduo, que somado às capacidades físicas potencializadas em uma estrutura corporal equilibrada, resultará em um padrão de movimento mais eficiente e econômico, haverá então menos gasto de energia e as articulações estarão mais protegidas nas atividades da vida diárias.


É importante que o profissional e o próprio portador da artrite reumatóide preste muita atenção ao jeito e sensações dos movimentos, facilitando assim a adaptação ao programa de exercícios. Procure sempre um bom profissional habilitado no método Pilates.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pilates ajuda no combate ao Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)

Por atuar com a melhora dos movimentos e das articulações, exercícios de pilates são indicados para pacientes com Lúpus Eritematoso.
O Lúpus Eritematoso é uma doença inflamatória de causa desconhecida, onde agentes externos (vírus, bactérias, agentes químicos, radiação ultravioleta) entram em contato com o sistema imune de um indivíduo induzindo produção inadequada de anticorpos.
Estes anticorpos são dirigidos contra constituintes normais (auto-anticorpos), provocando lesões nos tecidos e também alterações nas células sangüíneas. Atinge principalmente mulheres em idade reprodutiva. As queixas gerais mais freqüentes são mal-estar, febre, fadiga, emagrecimento e falta de apetite, além de dor articular ou muscular leve e manchas vermelhas na pele que passam por urticária. Tendinites ocorrem com freqüência e podem acompanhar as crises de artrite ou se manifestarem isoladamente.
O Lúpus crônico pode provocar deformidades nas mãos que lembram artrite reumatóide. Sistema nervoso -Neurite periférica (ardência, formigamento, queimação, perda de força), distúrbios do comportamento como irritabilidade, choro fácil, quadros mais graves de depressão e mesmo psicose também podem acontecer.
O tratamento com Pilates
Os exercícios realizados nos equipamentos de pilates vão atuar no fortalecimento muscular, principalmente de membros inferiores e controle de tronco auxiliando a deambulação(caminhada), na flexibilidade articular e na recuperação da musculatura pélvica que atua no controle de incontinência urinária apresentada por alguns pacientes.
O fisioterapeuta consegue ajustar um programa de tratamento específico, onde os próprios aparelhos auxiliam a execução do movimento, trazendo, com isso, resultados bastante satisfatórios deste controle motor. Os exercícios de propriocepção dão ao paciente condições para a recuperação dos movimentos.
Fonte:http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/24/e240619795.asp
Para mais algumas informações sobre o Lúpus:http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?277

sábado, 10 de julho de 2010

Cervicalgia e a intervenção do Pilates


A cervicalgia se refere a dor na região da coluna cervical. Normalmente, resulta de uma simples contratura muscular no pescoço, o conhecido torcicolo.Caso a dor permaneça por mais de uma semana, é importante dedicar mais atenção ao quadro.



Os sintomas se instalam de forma lenta: rigidez nos movimentos, alteração na mobilidade, postura alterada como forma de compensação da dor. Além de a dor se manifestar na região do pescoço, também pode se estender ao ombro e ao membro superior (cervicobraquialgia), além de poder apresentar alterações neurologicas como a modificação da sensibilidade, da força muscular, e nos reflexos em inserções musculares como a do punho, cotovelo e ombro terados. Normalmente se relaciona com a compressão da raiz nervosa da região cervical sub-axial. Recomenda-se atenção às dores com sinais neurológicos devido a possibilidade de infecções na coluna, compressões da medula espinhal, tumores, fraturas e outras patologias. Há casos também que se dão dificuldade na marcha, alterações na fala, dor de cabeça, zumbidos, náuseas, visão turva, febre, sudorese, cansaço e perda de peso. É importante frisar que a cervicalgia é um dos sintomas da meningite.

É rara a indicação cirúrgica em casos de cervicalgia. Geralmente, ocorre quando há piora neurológica no decorrer do tratamento, disfunção da medula espinhal ou quando a cervicalgia se dá como consequência de alguma patologia que tenha indicação de cirurgia como as relacionadas aos discos intervertebrais, traumas ou instabilidade de ligamentos. São procedimentos delicados, por isso é impresindível que um medico competente e confiança seja consultado.



Quando a cervicalgia é caracterizada como um torcicolo, recomenda-se relaxantes musculares, calor local e alongamento da região. Na cervicalgia crônica podem ser utilizadas medicações para dor crônica, associadas a um programa de reabilitação. O método Pilates é um ótimo aliado nesse caso. Quando há bloqueio de movimentos, a fisioterapia convencional pode contribuir com terapias passivas que visam a analgesia, aumentando o fluxo sanguíneo e diminuindo o espasmo muscular.



A intervenção do PILATES é bastante efetiva tanto na estabilização da dor quanto na prevenção e orientação para evitar novas crises. Os exercícios baseados na respiração característica associada à contração e fortalecimento do CORE (grupos musculares da região central do corpo) promoverão a mobilização da região, além de equilíbrio muscular (flexibilidade e força) a fim de restabelecer o alinhamento postural e sobretudo da região cervical, estabilizando, fortalecendo e então protegendo toda a coluna vertebral. Os espaços intervertebrais também recebem atenção especial, serão restabelecidos ou mantidos preservando os espaços naturais dos nervos e gânglios, então participando da prevenção de lesões e novas crises.

Fonte: revistapilates.com.br

Pilates para Homens


Aparentemente, para quem observa uma aula de Pilates, com movimentos precisos, coordenados e fluidos, leva a crer que se trata de uma atividade fácil, de baixa ou nenhuma exigência e super feminina. Certo? Totalmente errado. Basta aventurar-se a realizar tais movimentos para perceber o quanto é difícil controlar a respiração e o centro de força (CORE) e assim executar o exercício. Da mesma forma que, na natureza deve-se reforçar o tronco da árvore para fortalecê-la, é necessário reforçar o centro do corpo para executar os exercícios de Pilates como uma forma de condicionamento inteligente.

O Pilates é uma atividade para homens? Afinal por que não seria? O criador do Método Pilates, Joseph Pilates, aplicou os seus ensinamentos e comprovou a eficiência do seu método justamente em homens reclusos nos campos de concentração na Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial. Esses internos contemplavam melhor saúde e resistência física e não foram afetados pela Gripe Influenza que matou milhares de soldados em outros campos de concentração.

Embora a popularidade do Método Pilates tenha caído nas graças das mulheres, é importante lembrar que inicialmente o método foi desenvolvido e aplicado para atender exigências masculinas. A grande maioria dos homens acredita que seus músculos precisam ser submetidos a enormes cargas e esforços para se tornarem fortes e viris.

Com o Método Pilates eles podem conseguir esses dois objetivos com a diferença de preservar as articulações e saúde, trabalhando também o equilíbrio, flexibilidade, postura e propriocepção.Os homens tendem a ser menos flexíveis que as mulheres, principalmente na musculatura do quadril e membros inferiores, apresentam alteração na mecânica do corpo como joelhos varos que podem sobrecarregar a articulação lateralmente e gerar perda da cartilagem e dor nos joelhos. Por isso, técnicas de exercícios para correção postural, como nos exercícios de Pilates, são primordiais a eles.

A procura pelo Pilates vem aumentando cada vez mais, e atingem homens sedentários, atletas, executivos, jovens e idosos. Cada população tem um objetivo dentro do Pilates.Os executivos que permanecem por muito tempo sentado, sobrecarregam de uma forma geral a coluna (regiões lombar, torácica e cervical). Os exercícios propostos terão objetivo de aliviar a sobrecarga na coluna e assim diminuir a dor, trabalho de força e equilíbrio entre o a musculatura abdominal e músculos paravertebrais (coluna) com o alinhamento corporal, reeducando a postura.

No trabalho com idosos, o Método Pilates focaliza principalmente o alinhamento postural, o treinamento de equilíbrio, a força muscular, a flexibilidade e a reeducação respiratória. Também é importante focar na prevenção – ou até mesmo no tratamento – de algumas questões como a perda de massa muscular e de massa óssea (osteogenia/osteoporose). Uma grande vantagem do Método é que adaptações podem ser feitas de acordo com a necessidade do idoso, o que possibilita correções durante os movimentos e proporciona uma execução segura, livre de compensações e sobrecargas indesejadas. No entanto, é primordial consultar um médico antes de iniciar tais atividades.

Os jovens que buscam membros superiores fortes e abdômen “trincado”, os acessórios como Bola, faixa elástica e as molas dos aparelhos vão tornar exercícios desafiadores e com resultados surpreendentes, trabalhando em equilíbrio com a postura correta.

Na busca por melhores rendimentos, os atletas utilizam cada vez mais, atividades complementares para aperfeiçoar os resultados. O Pilates está cada vez mais presente no cenário do esporte masculino, como o vôlei, basquete e atualmente futebol, oferecendo aos seus atletas os exercícios de Pilates no solo e com a bola para melhorar a performance deste atleta, assim como prevenção de lesões e reabilitação. No campeonato inglês de futebol, a Premiership, o campeão 2009/10 é o Chelsea FC, que utiliza o Método Pilates desde fevereiro de 2009 e apresentou melhor preparo em relação ao desgaste físico devido à maratona de jogos e menor frequência de jogadores no setor de reabilitação.

Durante a prática independente do grupo é preciso sempre respeitar os princípios, como “fechar” o abdômen (umbigo em direção a coluna), concentrar na respiração, manter o alinhamento e fazer o movimento preciso e controlado. Dessa forma, redução de dores e melhor função muscular aumentam os desempenhos, sejam eles na vida diária ou nos desportos.

Seja atleta de alto rendimento ou homens que buscam um corpo forte e sem lesões, o Método Pilates pode ser a escolha certa.



Fonte: http://www.revistapilates.com.br/


quarta-feira, 16 de junho de 2010

A respiração


Todas as pessoas têm bem presente na sua mente a importância que reside no acto vital da respiração. Já o mesmo não se pode dizer no respeitante às peculiaridades fisiológicas do acto, assim como às suas particulares vicissitudes.

Não importa, pois claro, gastar muitas letras a explicar o acto da respiração enquanto processo fisiológico. Chegará, talvez, dizer que o processo respiratório se faz de dois tempos: (a) a inspiração, que corresponde à entrada do ar e subsequente expansão pulmonar, a qual resulta da contracção do diafragma e descida da sua parte central ou tendinosa (o centro frénico), e (b) a expiração, que corresponde à saída do ar, normalmente um processo passivo que resulta do relaxamento dos músculos inspiratórios e à recuperação da amplitude elástica dos pulmões.

Também não será muito importante falar da complexidade anatómica do aparelho respiratório, mas talvez seja relevante referir que, em termos físicos, desportivos e terapêuticos, ou melhor dizendo em termos mecânicos, nos podemos referir a três tipos de respiração: a respiração costal superior (que se faz sobretudo ao nível do tórax superior), a respiração costal inferior (que muitos referem como respiração torácica, por se efectuar numa zona relativamente ampla do tórax) e a respiração diafragmática (a qual se faz sobretudo nas zonas abdómino-diafragmáticas).

Em termos históricos, os dissemelhantes tempos respiratórios, assim como os distintos tipos mecânicos de respiração, têm sido diferentemente valorizados, tanto por diferentes culturas como em tempos determinados.

É tão grande a quantidade de funções que dependem directa ou indirectamente de uma boa ventilação que desde sempre, a respiração, símbolo da vida e da saúde, esteve no centro das preocupações do Homem. A cada época a medicina preocupou-se com isto desde a mais longínqua antiguidade. Chineses e hindus começaram por privilegiar o desenvolvimento da expiração. Depois, no Ocidente e durante o século XX, foi a vez da inspiração; aliás, a ginástica clássica moderna obstinou-se a reforçar o volume torácico e a força dos músculos inspiratórios... negligenciando completamente o facto de que para encher os pulmões é necessário antes esvaziá-los do seu ar viciado (Souchard).

De facto, quase todos os desportos contemporâneos se centram no desenvolvimento da capacidade inspiratória. Mesmo na Fisioterapia respiratória, é comum utilizarem-se diversas modalidades e/ou técnicas de inspiração forçada ou profunda, sendo que só ultimamente se tem dado alguma atenção ao tempo expiratório.

Podemos ver, por exemplo, pelo Yoga, a importância que certas medicinas menos convencionais dão ao acto respiratório amplo, inclusivo de uma inspiração profunda, feita do abdómen para o tórax (contemplativa, portanto, de diversos tipos respiratórios mecânicos) e de uma expiração igualmente profunda, feita em sentido inverso.

Na realidade, os métodos de reeducação postural, como o método Mézières e os de Souchard, centram-se num tipo de respiração completamente diferente desta última. Estes métodos dão primazia à expiração, sendo que tentam inibir o processo inspiratório activo. Ou seja, podemos dizer que a última grande atitude científica e reeducativa relativamente ao tipo de respiração praticada se centra, efectivamente, na efectuação de uma respiração torácica superior, com um tempo expiratório máximo e activo (dependente da contracção abdominal), o qual pode ser realizado estufando a barriga (permitindo ao máximo o prolongamento da expiração), contraindo os músculos abdominais essencialmente dinâmicos (rectos e oblíquos do abdómen) ou recolhendo o ventre (permitindo a contracção do músculo transverso abdominal e soalho pélvico), seguido de uma inspiração passiva. Ou seja, a reeducação postural centra o processo respiratório a um nível costal (à semelhança do Pilates), mas a um nível muito profundo no respeitante ao tempo expiratório; como o tempo expiratório é máximo, a inspiração subsequente é fundamentalmente passiva e não activa. Portanto, o que estou a dizer é que a respiração apropriada, ou seja, aquela que podemos considerar como de carácter reeducativo (no sentido postural do termo), corresponde à respiração inversa àquela que temos tendência a realizar no nosso dia a dia.

A respiração do dia a dia é essencialmente corrente, mas com tendência para inspirações mais prolongadas, principalmente quando são realizados esforços. Acontece que essa é uma função normal e hegemónica, a qual, num tempo reeducativo, tem de ser distorcida ou desembaraçada. Isto significa que, durante o processo de intervenção reeducativa, a respiração que se realiza durante horas e horas a fio tem de ser tornada paradoxal, com ênfase na expiração. E isto porquê? Porque a respiração com ênfase na inspiração, a qual mantemos em grande parte do tempo da nossa vida, tende a fixar o diafragma numa posição de bloqueio inspiratório. E este mesmo bloqueio está na origem das mais diversas deformidades posturais. Não devemos esquecer que a cadeia respiratória é central a todas as outras cadeias musculares. O alongamento global das cadeias só poderá ser realizado durante a expiração, quando o diafragma está a ser adequadamente distendido.

Assim sendo, também é fundamental sublinhar que todos os grandes esforços deverão ser realizados em expiração. Só assim se evita o bloqueio diafragmático e, simultaneamente, se facilita a contracção abdominal indutora de estabilidade vertebral. E aqui estamos todos no mesmo barco, pois é certo que os exercícios de musculação ou as diferentes actividades de fitness tendem a valorizar a expiração nas fases de maior esforço muscular.

Pela sua relação privilegiada com a coluna lombar e dorsal inferior, e uma relação indirecta com a cervical (feita através do sinergismo com os músculos inspiratórios da escápula e da nuca), o diafragma é um músculo lordosante. E obviamente que a necessária deslordose só se consegue pela expiração (e isto deve contemplar todas as irredutíveis compensações imanescentes). Pela sua relação íntima com as diversas cadeias musculares, o diafragma serve de transporte a compensações musculares deformadoras, entre a cadeia posterior e as cadeias anteriores. Por exemplo, a cifose torácica pode ter origem na retracção dessas cadeias anteriores, mas essas mesmas retracções tiveram necessária origem a nível posterior. Eventualmente, a directa retracção do diafragma ou dos músculos inspiratórios acessórios levam a que as aumentadas lordoses cervical e lombar se pareçam com uma (falsa) cifose torácica.

A lordose aumentada, derivada da contracção diafragmática na inspiração, é também o resultado da relação de sinergia entre o músculo inspiratório e o conjunto dos músculos paravertebrais (mas também esta relação pode ser perspectivada como um exemplo das já aludidas ligações entre o diafragma e as diversas cadeias musculares).

A respiração correcta é também apanágio do bom funcionamento do aparelho respiratório. No mundo da fisioterapia é comum dizer-se que patologias restritivas (como a atelectasia ou certos quadros infecciosos) se devem tratar com recurso à inspiração forçada e que as patologias obstrutivas (como a asma ou a doença pulmonar obstrutiva crónica) se devem tratar por meio da expiração forçada.

Mas eu diria que ambos os tipos de patologia ganham se forem tratadas com recurso a uma expiração prolongada.Esta permitirá o correcto alongamento da musculatura inspiratória, facilitando o seu trabalho e evitando a retracção indutora de insuficiência respiratória e consequente hiperventilação.

Publicado na 'Saúde Actual', Setembro/Outubro 2007 e retirado do blog: reeducacaopostural.blogspot.com/